sexta-feira, 18 de abril de 2014

Critérios Demográficos

Chama-se demografia a divisão dos grupos humanos em algumas variáveis mensuráveis, tais como idade, sexo, estado civil, ocupação, renda, entre outros. A demografia oferece informações sobre as mudanças de grandes contingentes e trabalha com fatos.

Os critérios demográficos são muito utilizados nas pesquisas de mercado, mas deve-se ter cuidado ao utilizar essas variáveis, pois não existem estudos que comprovem a veracidade dessas ligações.

A grande vantagem das tipologias demográficas está nas análises macroeconômicas, considerando-se um enorme contingente de pessoas. Itens de consumo, tais como habitação, estudos e esportes, movimentam grande número de pessoas, e as variáveis demográficas podem dar sua contribuição.

Para se decidir sobre o uso de uma variável, o raciocínio sistemático seria assim: ao sofrer variação, a variável ocasiona mudança nos produtos de um negócio específico? A necessidade desse raciocínio coloca algumas dificuldades no uso da demografia e da tipologia em geral, pois alguns profissionais não habituados podem escolher variáveis que não são importantes e deixar de lado ou não descobrir outras.

Apesar da amplitude das variáveis demográficas, pode-se agrupá-las em torno de alguns critérios:
·         O grupo das características estruturais do corpo refere-se a dados como sexo, idade, altura, peso, cor da pele, cor dos olhos, medidas.
·         O grupo de características funcionais do corpo refere-se aos dados amplos sobre a saúde e as doenças da população.
·         O grupo de características socioeconômicas diz respeito às condições financeiras e sociais das pessoas, como sua renda e a de sua família, sua profissão, sua escolaridade, o número de irmãos, sua posição social na família, sua hierarquia de gastos, sua religião e seus bens adquiridos.
·         O grupo de variáveis amplas e geográficas é o que mais caracteriza a palavra demografia, pois apresenta os dados amplos de uma população, tais como crescimento da população, porcentagem de homens e mulheres, concentrações em áreas do país, porcentagens de classes de idade, renda per capita, custo de vida, distribuição de renda nas faixas etárias, índices de escolaridade, consumo médio por família/por categoria.
·         O grupo de variáveis de rotinas e frequências diz respeito aos hábitos (de consumo ou não), os quais auxiliam a previsão de comportamentos.

A demografia, portanto, cria uma fotografia dos fatores mensuráveis de uma população, e seus resultados são utilizados para possíveis correlações entre essas variáveis e o consumo de produtos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Artigos Científicos


Redigir um breve texto, comparando as diferentes formas de coletas de dados nos dois estudos que visam compreender o consumidor jovem.

O nosso grupo percebeu nestes artigos, que mesmo sendo diferentes as coletas de dados, ambas atuaram para compreender o consumidor jovem.

No caso do artigo sobre o chocolate, foi usada para a pesquisa a Teoria do condicionamento operante, dentro da teoria da motivação, que é a teoria que melhor se adequa para o entendimento dos consumidores de chocolate, definida como um processo baseado em estímulos.

Já no texto científico sobre o chiclete, foi usada uma forma mais simples de coleta de dados. Houve uma discussão em grupo que, compreendia entre seis e oito pessoas que não se conheciam entre si e que possuíam um perfil homogênio. Toda a discussão foi gravada em áudio e vídeo.

Ambas as formas de coletas de dados foram  úteis e aproveitadas para as referentes pesquisas, o que significa que mesmo com coletas de dados diferentes pode haver um bom resultado final.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teorias Sociais

A frase adaptada por nós mesmos: "Diga-me com quem andas e te direi o que consome", nos diz que: o consumo  ou a vontade de consumir de uma pessoa não está nela mesma, mas sim "fora" dela, ou seja, no meio social em que ela convive ou pelo menos gostaria de conviver.

Quando falamos, lemos ou estudamos sobre o consumo, não podemos deixar nada de lado, inclusive o social. Uma das perguntas relacionadas a essa teoria é: Como um grupo pode influenciar mudando ou criando comportamentos de consumos nas pessoas?  É como se fosse uma regra para pertencer àquele grupo.

O comportamento de consumo também chama a atenção dos Sociólogos, que por sua vez, estudam o comportamento de grupos e o comportamento individual, pois comportamentos como os esportes que praticam, como se vestem são tão ligados à influência que eles (sociólogos) não têm outra argumentação.

A frase "viver para ter, e ter para viver" aborda a questão levantada por Marx que nos diz que, as pessoas são o que elas têm; E que isso seria um dos valores básicos das pessoas nas sociedades capitalistas.

A liberdade é um tema atual. O ser humano nunca teve tantas opções, tanta fartura, tanto tempo e tanta pressa. É claro que com tudo isso, o ser humano fica condicionado à circunstância da escolha. Tudo está muito adiantado. Os bebês que antes nasciam com os olhos fechados, hoje nascem como eles abertos, as meninas menstruam cada vez mais cedo; Isso também atingiu a vida sexual. Hoje meninos e meninas com 12 anos têm vida sexual ativa. Acontecendo tudo cada vez mais cedo, o ser humano aprende cada vez mais cedo, e as escolhas são cada vez mais presentes na sua vida.

Existe uma diferença na interpretação antropológica e na sociológica, embora ambas estudem os grupos. Em uma linha antropológica, buscando as causas invariantes do comportamento, têm-se analisado os rituais e os hábitos de moradia, dança, namoro, alimentação, uso do corpo, vestimentas, entre outros, considerando vários grupos. Em uma linha mais sociológica, analisar-se um grupo especial, valorizando a noção de cultura como um conjunto de regras e valores que orientam os pensamentos e as ações de seus integrantes.

Uma área polêmica da qual comentaremos apenas a parte que nos interessa, refere-se à possibilidade ou não de culturas dominantes modificarem e/ou extinguirem culturas dominadas. 

Na área de nosso interesse, o consumo, só parece possível a globalização das expectativas, dos valores e dos comportamentos se houver a dominação de uma cultura sobre outra. Em tempos que o fast food está cada vez mais presente na vida dos adolescentes ,os pais que se apegam a certas tradições como, o jantar com todos reunidos à mesa, podem sofrer e muito com isso.

Devemos separar conceitualmente grupos culturais de grupos sociais. Um grupo social pode ser por exemplo, os moradores de um condomínio, com regras e papéis definidos. 

Já um grupo cultural pode ser um grupo religioso por exemplo, esse por sua vez é mais amplo.

Apesar do leque das Teorias Sociais ser extenso, a intenção foi focar no fator básico que mostra que o comportamento de consumo de uma pessoa explica-se pelo meio social, pela cultura e por variáveis externas.

Explica-se melhor quando falamos por exemplo de anúncios de cervejas, cigarros de carros; Eles nos levam, ou tentam nos levar a acreditar que o consumo ou a posse de qualquer um deles nos fará diferentes de outras pessoas, sendo mais aceitável no meio social, facilitando assim a inclusão em um grupo.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Existencialismo

O princípio básico do Existencialismo


O Existencialismo é um movimento filosófico científico que critica os princípios rígidos da ciência positiva, afirmando que há uma relação indissociável do ser com o mundo.


De acordo com GIGLIO o Existencialismo se aproxima do Estruturalismo no seu ideal de encontrar as bases do comportamento humano. Um dos princípios do Existencialismo consiste em “ir ao encontro dos fatos” e não somente em aplicar a teoria sobre o fato. 

Podemos aprender a ver cada pessoa como um ser único, concreto, com suas experiências distintas nas suas relações com o seu corpo, suas ideias, seus afetos e valores, seus objetivos e seu mundo físico e seu mundo social.


Os horizontes básicos do existencialismo


O horizonte da transcendência

O autor nos mostra que um dos fatos mais fantásticos sobre o ser humano consiste na sua capacidade de vivenciar um estado condicional, um “como se”, assumindo temporariamente outras formas de existir. Estamos tratando, portanto, da noção básica da consciência que temos de nossa situação e dos planos para alcançarmos outro modo de vida. O ser humano sabe onde está e também onde gostaria de estar, esse é o ponto central deste item. Com essa base, podemos definir o ato de consumo como uma das infinitas possibilidades do comportamento humano na busca da realização dos planos de vida, isto é, de alcançar o imaginário de uma outra vida.


O horizonte do corpo

Assim como desejamos um outro tipo de vida, queremos com freqüência ter, ou aparentar ter, um corpo diferente. Não se trata de uma negação do corpo, mas a vontade de melhorá-lo, de transcender seus limites, seja na força, na velocidade, na beleza ou na permanência da juventude.


O horizonte de espaço

Giglio mostra que se pudermos compreender as formas de comportamento que as pessoas estabelecem com se espaço de convivência e os objetos inseridos neles, poderemos criar relações com as formas de consumo destes e de outros objetos.


O horizonte do tempo

Quanto aos valores e às crenças que norteiam o tempo, parece haver uma mudança da valorização do tempo presente em detrimento do tempo futuro. Em outras palavras, as pessoas parecem estar aceitando como válido o argumento de que a vida é agora. Nosso foco relativo ao consumo, o tempo é uma das dimensões mais importantes, pois os planos
estão diretamente ligados a ele. Os planos têm um conteúdo (o que pretendo alcançar), uma carga afetiva ( o quanto o resultado é importante para a minha vida) e um tempo de realização ( por quanto tempo eu estou disposto a esperar que o plano se realize).



O horizonte do outro

É claro que os planos de outra vida, de outro tempo e espaço interligam-se com as relações que estabelecemos com outras pessoas, próximas ou não. Como ponto central, podemos afirmar que estamos sempre buscando renovações nas relações com os outros, embora não possamos prescindir deles. 

O horizonte simbólico

De acordo com o autor, o ser humano é capaz de criar sinais e símbolos que comunicam mensagens, orientam as pessoas, classificam pessoas e grupos, incluem e excluem pessoas de grupos. A busca da ordenação das experiências

Os horizontes anteriores, principalmente o da transcendência, podem dar a impressão de que as pessoas estão sempre – e somente- buscando o novo. A busca da rotina, porem também está presente. Com Giglio aprendemos que a nossa existência se dirige para uma tentativa de ordem. Comportamentos de consumo, tais como rotinas de compra em supermercados ou férias repetindo destinos conhecidos, podem ser vistos como exemplos clássicos de ordenamento de nossas experiências.


Ações de Marketing e exercícios que surgem dessas leis básicas


De acordo com a abordagem existencialista, quando elabora-se um quadro das relações do sujeito com as categorias básicas do existir, teremos um ótimo material para criar explicações sobre seu comportamento de consumo.


Aproximações e distanciamentos entre os princípios teóricos sobre o comportamento do consumidor


Neste item Giglio teceu algumas considerações sobre a questão do leque do comportamento do consumidor.

O autor comenta que não existe prática sem teoria e não existe teoria sem prática. Ele diz que não podemos juntar todas as teorias e nem ficar sem nenhuma.

O leque de teorias vem fundamentalmente de ciências jovens que mostram sinais de renovação após anos e anos de estagnação em posições clássicas.

Vimos que a idéia de construirmos modelos atuais ou teorias do momento não tem nada de revolucionário nem criativo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Apresentação

Bom dia!

Somos alunas do 3° período de Publicidade & Propaganda da Faculdade Anhanguera e formamos a Agência Master Ideias Publicidade.

Criamos esse blog com o intuito de estudar e compartilhar com vocês o Comportamento do Consumidor Jovem. Ao longo do tempo colocaremos resumos e pesquisas que fizemos, assim como apresentaremos um novo conceito em chiclete que desenvolvemos.

Espero que gostem e compartilhem suas opiniões com a gente.
Por isso nosso blog se chama: Fala aê!


Marcelly Cecilia