A frase adaptada
por nós mesmos: "Diga-me com quem andas e te direi o que consome",
nos diz que: o consumo ou a vontade de
consumir de uma pessoa não está nela mesma, mas sim "fora" dela, ou
seja, no meio social em que ela convive ou pelo menos gostaria de conviver.
Quando falamos,
lemos ou estudamos sobre o consumo, não podemos deixar nada de lado, inclusive
o social. Uma das perguntas relacionadas a essa teoria é: Como um grupo pode
influenciar mudando ou criando comportamentos de consumos nas pessoas? É como se fosse uma regra para pertencer
àquele grupo.
O comportamento
de consumo também chama a atenção dos Sociólogos, que por sua vez, estudam o
comportamento de grupos e o comportamento individual, pois comportamentos como
os esportes que praticam, como se vestem são tão ligados à influência que eles
(sociólogos) não têm outra argumentação.
A frase
"viver para ter, e ter para viver" aborda a questão levantada por
Marx que nos diz que, as pessoas são o que elas têm; E que isso seria um dos
valores básicos das pessoas nas sociedades capitalistas.
A liberdade é um
tema atual. O ser humano nunca teve tantas opções, tanta fartura, tanto tempo e
tanta pressa. É claro que com tudo isso, o ser humano fica condicionado à
circunstância da escolha. Tudo está muito adiantado. Os bebês que antes nasciam
com os olhos fechados, hoje nascem como eles abertos, as meninas menstruam cada
vez mais cedo; Isso também atingiu a vida sexual. Hoje meninos e meninas com 12
anos têm vida sexual ativa. Acontecendo tudo cada vez mais cedo, o ser humano
aprende cada vez mais cedo, e as escolhas são cada vez mais presentes na sua
vida.
Existe uma diferença na interpretação antropológica e
na sociológica, embora ambas estudem os grupos. Em uma linha antropológica,
buscando as causas invariantes do comportamento, têm-se analisado os
rituais e os hábitos de moradia, dança, namoro, alimentação, uso do corpo, vestimentas,
entre outros, considerando vários grupos. Em uma linha mais sociológica,
analisar-se um grupo especial, valorizando a noção de cultura como um conjunto de
regras e valores que orientam os pensamentos e as ações de seus integrantes.
Uma área polêmica da qual comentaremos apenas a parte que nos interessa, refere-se à possibilidade ou não de culturas dominantes modificarem e/ou extinguirem culturas dominadas.
Na área de nosso interesse, o consumo, só parece possível a globalização das expectativas, dos valores e dos comportamentos se houver a dominação de uma cultura sobre outra. Em tempos que o fast food está cada vez mais presente na vida dos adolescentes ,os pais que se apegam a certas tradições como, o jantar com todos reunidos à mesa, podem sofrer e muito com isso.
Devemos separar conceitualmente grupos culturais de grupos sociais. Um grupo social pode ser por exemplo, os moradores de um condomínio, com regras e papéis definidos.
Já
um grupo cultural pode ser um grupo religioso por exemplo, esse por sua vez é
mais amplo.
Apesar do leque
das Teorias Sociais ser extenso, a intenção foi focar no fator básico que
mostra que o comportamento de consumo de uma pessoa explica-se pelo meio
social, pela cultura e por variáveis externas.
Explica-se
melhor quando falamos por exemplo de anúncios de cervejas, cigarros de carros;
Eles nos levam, ou tentam nos levar a acreditar que o consumo ou a posse de
qualquer um deles nos fará diferentes de outras pessoas, sendo mais aceitável no
meio social, facilitando assim a inclusão em um grupo.
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