segunda-feira, 7 de abril de 2014

Existencialismo

O princípio básico do Existencialismo


O Existencialismo é um movimento filosófico científico que critica os princípios rígidos da ciência positiva, afirmando que há uma relação indissociável do ser com o mundo.


De acordo com GIGLIO o Existencialismo se aproxima do Estruturalismo no seu ideal de encontrar as bases do comportamento humano. Um dos princípios do Existencialismo consiste em “ir ao encontro dos fatos” e não somente em aplicar a teoria sobre o fato. 

Podemos aprender a ver cada pessoa como um ser único, concreto, com suas experiências distintas nas suas relações com o seu corpo, suas ideias, seus afetos e valores, seus objetivos e seu mundo físico e seu mundo social.


Os horizontes básicos do existencialismo


O horizonte da transcendência

O autor nos mostra que um dos fatos mais fantásticos sobre o ser humano consiste na sua capacidade de vivenciar um estado condicional, um “como se”, assumindo temporariamente outras formas de existir. Estamos tratando, portanto, da noção básica da consciência que temos de nossa situação e dos planos para alcançarmos outro modo de vida. O ser humano sabe onde está e também onde gostaria de estar, esse é o ponto central deste item. Com essa base, podemos definir o ato de consumo como uma das infinitas possibilidades do comportamento humano na busca da realização dos planos de vida, isto é, de alcançar o imaginário de uma outra vida.


O horizonte do corpo

Assim como desejamos um outro tipo de vida, queremos com freqüência ter, ou aparentar ter, um corpo diferente. Não se trata de uma negação do corpo, mas a vontade de melhorá-lo, de transcender seus limites, seja na força, na velocidade, na beleza ou na permanência da juventude.


O horizonte de espaço

Giglio mostra que se pudermos compreender as formas de comportamento que as pessoas estabelecem com se espaço de convivência e os objetos inseridos neles, poderemos criar relações com as formas de consumo destes e de outros objetos.


O horizonte do tempo

Quanto aos valores e às crenças que norteiam o tempo, parece haver uma mudança da valorização do tempo presente em detrimento do tempo futuro. Em outras palavras, as pessoas parecem estar aceitando como válido o argumento de que a vida é agora. Nosso foco relativo ao consumo, o tempo é uma das dimensões mais importantes, pois os planos
estão diretamente ligados a ele. Os planos têm um conteúdo (o que pretendo alcançar), uma carga afetiva ( o quanto o resultado é importante para a minha vida) e um tempo de realização ( por quanto tempo eu estou disposto a esperar que o plano se realize).



O horizonte do outro

É claro que os planos de outra vida, de outro tempo e espaço interligam-se com as relações que estabelecemos com outras pessoas, próximas ou não. Como ponto central, podemos afirmar que estamos sempre buscando renovações nas relações com os outros, embora não possamos prescindir deles. 

O horizonte simbólico

De acordo com o autor, o ser humano é capaz de criar sinais e símbolos que comunicam mensagens, orientam as pessoas, classificam pessoas e grupos, incluem e excluem pessoas de grupos. A busca da ordenação das experiências

Os horizontes anteriores, principalmente o da transcendência, podem dar a impressão de que as pessoas estão sempre – e somente- buscando o novo. A busca da rotina, porem também está presente. Com Giglio aprendemos que a nossa existência se dirige para uma tentativa de ordem. Comportamentos de consumo, tais como rotinas de compra em supermercados ou férias repetindo destinos conhecidos, podem ser vistos como exemplos clássicos de ordenamento de nossas experiências.


Ações de Marketing e exercícios que surgem dessas leis básicas


De acordo com a abordagem existencialista, quando elabora-se um quadro das relações do sujeito com as categorias básicas do existir, teremos um ótimo material para criar explicações sobre seu comportamento de consumo.


Aproximações e distanciamentos entre os princípios teóricos sobre o comportamento do consumidor


Neste item Giglio teceu algumas considerações sobre a questão do leque do comportamento do consumidor.

O autor comenta que não existe prática sem teoria e não existe teoria sem prática. Ele diz que não podemos juntar todas as teorias e nem ficar sem nenhuma.

O leque de teorias vem fundamentalmente de ciências jovens que mostram sinais de renovação após anos e anos de estagnação em posições clássicas.

Vimos que a idéia de construirmos modelos atuais ou teorias do momento não tem nada de revolucionário nem criativo.

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